5 coisas que os médicos precisam saber sobre o Imposto de Renda

5 coisas que os médicos precisam saber sobre o Imposto de Renda


19/03/2020

Quando chega o momento de acertar as contas com a Receita Federal várias dúvidas surgem e se inicia a procura desenfreada por comprovantes e recibos. Como estão sempre na mira do leão, os profissionais da saúde precisam conhecer a fundo as regras para declaração. Neste post, traremos algumas dicas sobre 5 coisas que os médicos precisam saber sobre o Imposto de Renda.

1. Informar os CPFs de todos os pacientes

A declaração do Imposto de Renda de médicos tem peculiaridades que a diferem de outras profissões. Uma delas é a exigência para informar no sistema da Receita Federal os CPFs de cada um dos clientes que tenha efetuado algum tipo de pagamento.

Apesar de parecer uma novidade, essa norma já existia desde 2016, quando os profissionais de saúde e os advogados autônomos precisavam indicar o CPF no Carnê Leão. Agora, basta importar esses dados para a declaração, mesmo que os rendimentos sejam isentos.

O objetivo dessa exigência é facilitar o cruzamento de informações entre os valores de despesas médicas declaradas pelos pacientes e os proventos recebidos pelos profissionais.

2. Plantões médicos devem constar na declaração

Trata-se de uma típica dúvida na hora de preparar a declaração do Imposto de Renda. Os plantões médicos são uma espécie de remuneração, o que explica a exigência. Assim como é necessário ter disponível todos os dados da fonte pagadora desses serviços.

3. Médicos residentes não precisam declarar as bolsas de estudo

A despeito de ser um tipo de provento, as bolsas de estudos destinadas a médicos residentes são isentas do Imposto de Renda. Essa liberação é regida pelo art. 26 da Lei nº9.250/1995, que caracteriza esses rendimentos como doação, desde que utilizados para estudo e pesquisa.

Entretanto, as informações precisam ser preenchidas na declaração. Para isso, basta acessar no sistema a aba “Rendimentos Isentos”. Também é preciso solicitar o informe de rendimentos anuais a fonte pagadora da bolsa residência médica.

4. Um percentual do imposto a ser pago pode ser doado

Uma possibilidade tão importante e pouco conhecida. Enquanto pessoa física, você pode doar até 6% do imposto devido para uma das instituições cadastradas na Receita Federal. Porém, esse percentual só é válido se o repasse for feito até o dia 31/12.

Caso perca este prazo, ainda é possível ajudar uma entidade beneficente, mas o percentual reduz para 3%. O que isso significa? Ao invés de pagar o valor integral do seu imposto para o governo, você pode ajudar a salvar uma vida ou colaborar com uma causa social.

Cabe esclarecer que você precisa verificar se a instituição a ser beneficiada consta no rol da Receita Federal. Além disso, é importante armazenar todos os recibos das doações realizadas no ano anterior ao da declaração.

5. Informe os gastos que podem ser deduzidos

O que poucos médicos sabem é que algumas das despesas que fazem parte da rotina de um consultório podem ser abatidas do imposto devido. Então, para economizar, informe os seguintes gastos:

  • Encargos relativos à contratação de funcionários, desde que registrados no consultório;
  • Despesas fixas do consultório, tais como, luz, água, aluguel, condomínio e telefone;
  • Compras de materiais de consumo e de escritório;
  • Pagamentos do Conselho de Classe e sindicatos;
  • Investimentos em propaganda para divulgação da clínica.

E então, gostou do nosso conteúdo? Espero que ele tenha ajudado você a economizar na hora de pagar o seu imposto. Caso precise de uma consultoria contábil, somos especializados no atendimento de profissionais de saúde. Entre em contato conosco nas nossas redes sociais.


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