4 erros que os médicos não podem cometer na sua declaração de Imposto de Renda

4 erros que os médicos não podem cometer na sua declaração de Imposto de Renda


09/04/2020

O prazo para a entrega do Imposto de Renda encerra no dia 30 de abril (mudou para Junho!!!), às 23h59. E quanto mais cedo fizer a declaração do Imposto de Renda, maiores as possibilidades de ser restituído o quanto antes.

Com uma rotina atribulada e a correria própria do ofício, é normal os médicos protelarem a declaração, às vezes por não ter muito conhecimento prévio acerca dos moldes da declaração de IR da profissão.

Confira, a seguir, como funciona a declaração do Imposto de Renda para médicos e quais erros não podem ser cometidos.

Como os médicos devem declarar o Imposto de Renda?

Primeiramente, é necessário fazer um download do programa da Receita Federal, para preencher formulários necessários para tal ação.

A primeira ficha de inscrição pede um código para ser colocado na parte denominada “natureza da ocupação”.

Para os profissionais da saúde, os códigos podem ser 11 (para profissionais autônomos ou sem vínculo empregatício) ou 12 (para proprietário de firma ou empresa individual).

No campo ocupação principal, o médico deverá preencher com o código 225. Também é obrigatório inserir o número do Registro Profissional.

Ao declarar o IR, é preciso informar o CPF dos pacientes e dos dependentes. Há itens que podem ser deduzidos, tais como os funcionários registrados, os gastos referentes à manutenção do escritório, além dos pagamentos referentes aos Conselhos de Classe e Sindicatos.

Em caso de não entrega da declaração após o prazo derradeiro, o profissional da Medicina precisará pagar multa.

Porém, é preciso ter cuidado com as informações e atenção aos detalhes na hora de declarar o Imposto de Renda.

4 erros que médicos não podem cometer ao declarar o Imposto de Renda

Cuidado ao declarar o CPF do paciente

Em casos de atendimento a pacientes particulares, é imprescindível inserir corretamente o CPF de cada um. Os pacientes podem declarar a consulta como despesa médica, portanto, todo o cuidado com os detalhes é pouco.

Se a Receita Federal cruzar informações equivocadas acerca do valor, por exemplo, o profissional da Medicina pode ser chamado para dar explicações sobre o ocorrido.

Dependente incluído em duas declarações ao mesmo tempo

É imprescindível atribuir como dependente quem realmente se encaixa nessa categoria. Uma pessoa não pode aparecer em duas declarações.

Um mesmo CPF não pode aparecer duas vezes em declarações distintas. É preciso chegar a um consenso de quem é o verdadeiro responsável.

Informar valores errôneos ou omitir rendimentos

Os valores dos rendimentos devem ser informados corretamente, detalhadamente. Especialmente no que tange a salários e outros valores com impostos retidos diretamente na fonte.

Esses valores são facilmente identificados pela Receita Federal e, portanto, necessitam de cuidado redobrado na hora da declaração.

Qualquer rendimento tributário do ano anterior deve constar na declaração. Não apenas salário, mas também aluguéis, proventos de aposentadoria, entre outros.

Um rendimento não explicitado no Imposto de Renda pode ser identificado pela Receita Federal e considerado sonegação fiscal, por exemplo.

Acerca de plantões e bolsas de Residência Médica

Plantões médicos entram na Declaração do Imposto de Renda. Isto ocorre porque é um tipo de renumeração. É indispensável ter em mãos e nos conformes, o documento da fonte pagadora para a declaração.

Já bolsas de estudo, como a de Residência Médica, são isentas da declaração de IR. As informações acerca das bolsas devem ser preenchidas no referente a Rendimentos Isentos.

Para a confirmação da isenção, o médico deve solicitar diretamente à fonte pagadora os rendimentos anuais devidamente calculados e preenchidos para apresentar na declaração do Imposto de Renda.

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Leia também: 5 coisas que os médicos precisam saber sobre o Imposto de Renda


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